O Diabo Veste Prada 2 Cinema

Filme • 2026

O Diabo Veste Prada 2: review do retorno de Miranda e Andy

O Diabo Veste Prada 2 vale a pena para quem gostou do primeiro filme e quer reencontrar Miranda, Andy, Emily e Nigel em uma nova fase. A sequência funciona melhor quando mistura nostalgia, moda, bastidores editoriais e disputas de poder dentro da indústria do luxo. Não é tão surpreendente quanto o original, mas entrega carisma, elegância e uma boa atualização do universo da Runway.

GêneroComédia
PlataformasCinema
Duração1h59min
Classificação12 anos

Review O Diabo Veste Prada 2 sem Spoiler

O Diabo Veste Prada 2 chega com uma missão difícil: continuar um filme que virou referência pop sem parecer apenas uma repetição elegante do passado. A sequência entende bem esse desafio e aposta em uma combinação de nostalgia, atualização temática e reencontro de personagens. O resultado é um filme de comédia com drama corporativo que não tenta apagar o impacto do original, mas também não fica preso apenas às frases de efeito e aos figurinos que marcaram a primeira história.

A grande força do longa está no retorno de Miranda Priestly, Andy Sachs, Emily Charlton e Nigel Kipling. Meryl Streep continua dominando a tela com economia de gestos, olhares cortantes e uma presença que sustenta boa parte da tensão. Anne Hathaway volta com uma Andy mais madura, menos ingênua e mais consciente do preço de circular entre jornalismo, poder e imagem pública. Emily Blunt, por sua vez, ganha uma posição mais estratégica dentro da trama, deixando de ser apenas alívio cômico para ocupar um espaço de disputa real no tabuleiro da moda e dos negócios.

A história parte de um cenário interessante: o universo das revistas, antes tratado como símbolo máximo de influência cultural, agora precisa lidar com crise de relevância, publicidade, tecnologia e mudanças no consumo de conteúdo. Essa atualização faz sentido para o público atual e ajuda O Diabo Veste Prada 2 a não soar deslocado. O filme olha para a transformação da mídia impressa, para a força das marcas de luxo e para a pressão de manter prestígio em um mercado cada vez mais movido por métricas, imagem e interesses comerciais.

Visualmente, o longa mantém a sofisticação esperada. Figurinos, ambientes corporativos, eventos de moda e locações urbanas são usados como parte da narrativa, não apenas como decoração. A direção valoriza o glamour, mas também mostra que aquele universo continua competitivo, frio e cheio de jogos silenciosos. Para quem gosta de filme sobre moda, bastidores profissionais e relações de poder, há bastante material interessante.

O ponto em que a sequência pode dividir opiniões está no equilíbrio entre homenagem e novidade. Em alguns momentos, o roteiro parece depender demais da memória afetiva do público, retomando dinâmicas e contrastes que já funcionaram muito bem no primeiro filme. Ainda assim, quando o filme se concentra nos novos conflitos entre carreira, legado, reputação e sobrevivência editorial, ele encontra identidade própria.

Dentro do gênero comédia, O Diabo Veste Prada 2 funciona mais pelo humor ácido e pelas situações de tensão social do que por piadas abertas. É um filme elegante, de ritmo agradável, com personagens carismáticos e diálogos que exploram bem o desconforto entre antigas ambições e novas regras do mercado. Atualmente, no Brasil, o título está disponível nos cinemas, sem disponibilidade confirmada em streaming nacional como Netflix, Prime Video, HBO Max, Apple TV, Globoplay ou Disney+ para assistir ao filme completo.

Pontos fortes

  • Retorno forte do elenco principal, especialmente Meryl Streep, Anne Hathaway e Emily Blunt.
  • Boa atualização do universo da Runway para discutir crise da mídia, luxo, tecnologia e publicidade.
  • Figurinos, locações e direção de arte mantêm o glamour que o público espera da franquia.
  • Emily ganha mais relevância dramática e deixa a trama mais interessante.
  • O filme respeita a memória do original sem abandonar totalmente os conflitos atuais.

Pontos fracos

  • Algumas cenas dependem bastante da nostalgia do primeiro filme.
  • A sequência não tem o mesmo impacto de novidade do longa original.
  • Certos conflitos poderiam ser mais aprofundados, especialmente os ligados à transformação digital da mídia.
  • O ritmo pode parecer mais elegante do que realmente surpreendente em alguns trechos.

Notas por critério

geral

9/10

visual

9/10

audio

8/10

enredo

8/10

Para quem é

O Diabo Veste Prada 2 é indicado para quem gostou do primeiro filme, acompanha histórias sobre moda, bastidores profissionais, disputas de poder e personagens femininas fortes em ambientes corporativos. Também deve agradar quem procura uma comédia sofisticada, com drama leve, diálogos afiados e uma visão atualizada sobre mercado editorial, influência, luxo e reputação. É uma boa escolha para quem quer um filme acessível, elegante e apoiado em personagens já conhecidos.

Para quem não é

O filme pode não funcionar tão bem para quem não tem conexão com O Diabo Veste Prada original ou espera uma comédia de ritmo acelerado, cheia de piadas diretas e acontecimentos grandiosos. Também pode frustrar quem busca uma crítica mais dura à indústria da moda ou uma trama totalmente independente da nostalgia. Quem prefere histórias de ação, suspense ou drama intenso talvez ache a sequência charmosa, mas pouco impactante.

Spoilers (abrir)

Com spoilers, O Diabo Veste Prada 2 ganha força ao colocar Miranda em uma posição menos absoluta do que antes. A personagem ainda é temida, elegante e estrategista, mas agora precisa lidar com um mercado que já não gira apenas ao redor da autoridade editorial. A Runway enfrenta crise de relevância, pressão publicitária e ameaças ligadas a novos modelos de negócio. Andy retorna ao universo da revista em uma fase mais madura e passa a confrontar não apenas Miranda, mas também suas próprias escolhas profissionais. Emily, agora em posição de poder dentro do mercado de luxo, deixa de ser uma antiga assistente ressentida e se torna peça central nas negociações que podem definir o futuro da Runway. A tensão entre elas funciona porque não se resume a rivalidade pessoal: existe disputa por controle, reconhecimento e visão de mundo. O desfecho aposta em uma resolução positiva, com Miranda preservando parte de seu legado, Andy reafirmando sua integridade e Emily saindo da sombra do passado. O filme sugere que, mesmo em um mercado dominado por tecnologia, dinheiro e imagem, ainda existe espaço para inteligência editorial, curadoria e ambição criativa.

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