Star Wars: A Ascensão Skywalker (Episódio IX) Disney+

Filme • 2019

Review de Star Wars: A Ascensão Skywalker

Star Wars: A Ascensão Skywalker encerra a saga Skywalker com ação, nostalgia e grandes conflitos entre luz e escuridão. Vale a pena para quem acompanha a franquia e quer ver o fechamento da trilogia iniciada em O Despertar da Força. Mesmo com roteiro irregular, é um filme visualmente forte e importante para completar a jornada principal de Star Wars.

GêneroFicção científica
PlataformasApple TV+, Disney+
Duração2h22min
Classificação12 anos

Review Star Wars: A Ascensão Skywalker (Episódio IX) sem Spoiler

Star Wars: A Ascensão Skywalker (Episódio IX) chega como o encerramento da trilogia iniciada em O Despertar da Força e também como a conclusão da chamada saga Skywalker. Dentro da ficção científica, o filme trabalha com todos os elementos clássicos da franquia: batalhas espaciais, sabres de luz, planetas distantes, conflitos de linhagem, tecnologia futurista e a eterna disputa entre o lado claro e o lado sombrio da Força. É uma produção feita para soar grandiosa, emocional e definitiva, mesmo que nem sempre consiga equilibrar todas as expectativas criadas ao longo da saga.

O longa acompanha Rey, Finn, Poe, Kylo Ren e a Resistência em uma nova ameaça que coloca a galáxia novamente em risco. A estrutura é bastante acelerada, com muitas viagens, missões, descobertas e confrontos em sequência. Essa escolha deixa o filme dinâmico e fácil de assistir, especialmente para quem busca uma aventura de ficção científica com ritmo alto, mas também faz com que algumas decisões narrativas pareçam apressadas. Há muitos arcos para fechar, muitos personagens para posicionar e muitas respostas para entregar em pouco tempo.

Visualmente, A Ascensão Skywalker é um dos capítulos mais fortes da trilogia recente. As cenas em planetas diferentes, os combates com naves, os duelos e os efeitos especiais sustentam a escala épica que se espera de Star Wars. A direção de J.J. Abrams aposta bastante no impacto visual, na nostalgia e na sensação de espetáculo. Para quem pretende assistir no Disney+, no Prime Video ou na Apple TV, o filme funciona muito bem como experiência audiovisual, especialmente por causa da trilha sonora, do desenho de som e da força das sequências de ação.

O elenco também ajuda a manter o interesse. Daisy Ridley entrega uma Rey mais pressionada pelo peso de sua identidade, enquanto Adam Driver segue como um dos nomes mais expressivos da trilogia, dando complexidade a Kylo Ren mesmo quando o roteiro não desenvolve tudo com calma. Finn e Poe têm boa presença em cena, mas poderiam receber um desenvolvimento mais marcante, principalmente por se tratar do capítulo final. Ainda assim, a dinâmica entre os personagens garante momentos de aventura, tensão e leveza.

O maior problema do filme está na tentativa de agradar muitos públicos ao mesmo tempo. A Ascensão Skywalker parece querer responder críticas, recuperar elementos clássicos, encerrar a história principal e entregar fan service em grande quantidade. Isso gera cenas emocionantes para fãs, mas também compromete a naturalidade de algumas viradas. Em certos momentos, o filme mais corrige caminhos anteriores do que desenvolve suas ideias de forma orgânica.

Mesmo com essas limitações, Star Wars: A Ascensão Skywalker tem valor dentro da franquia. Como ficção científica de grande escala, oferece boas cenas, visual caprichado, personagens queridos e um senso claro de encerramento. Não é o capítulo mais coeso de Star Wars, mas cumpre a função de fechar uma era e entregar ao público uma última grande jornada ligada ao legado Skywalker. Para quem acompanha a saga, é uma obra obrigatória; para quem busca apenas um filme isolado, pode funcionar menos, justamente por depender bastante do vínculo com os capítulos anteriores.

 

Pontos fortes

  • Visual grandioso e cenas de ação muito bem produzidas
  • Trilha sonora marcante e forte uso dos temas clássicos da franquia
  • Boa presença de Rey e Kylo Ren no conflito central
  • Escala épica coerente com o encerramento da saga Skywalker
  • Momentos nostálgicos que funcionam para fãs de longa data
  • Boa variedade de planetas, criaturas e sequências espaciais

Pontos fracos

  • Roteiro tenta resolver muitos conflitos ao mesmo tempo
  • Algumas revelações parecem apressadas e pouco naturais
  • Finn e Poe poderiam ter arcos mais fortes no encerramento
  • Excesso de fan service pode incomodar parte do público
  • A conclusão divide opiniões e nem sempre aprofunda seus temas
  • O ritmo acelerado reduz o impacto de algumas cenas importantes

Notas por critério

geral

7/10

visual

8/10

audio

7/10

enredo

6/10

Para quem é

Star Wars: A Ascensão Skywalker é indicado para fãs de ficção científica, aventura espacial e grandes sagas cinematográficas. É especialmente recomendado para quem já assistiu aos episódios anteriores de Star Wars e quer acompanhar o encerramento da jornada de Rey, Finn, Poe, Kylo Ren, Leia e dos símbolos ligados à família Skywalker. Também funciona para quem gosta de filmes com batalhas espaciais, mitologia heroica, conflitos entre bem e mal e forte apelo visual.

Para quem não é

O filme pode não agradar quem busca uma ficção científica mais contemplativa, técnica ou realista. Também não é a melhor porta de entrada para novos espectadores, já que boa parte da emoção depende do conhecimento prévio da saga. Quem se incomoda com nostalgia, soluções rápidas, reviravoltas muito convenientes e excesso de referências aos filmes anteriores pode achar a experiência irregular.

Spoilers (abrir)

Em A Ascensão Skywalker, a grande revelação é que Rey é neta do Imperador Palpatine. Essa decisão muda a leitura da personagem e coloca sua jornada em oposição direta ao legado sombrio de sua própria linhagem. O filme tenta trabalhar a ideia de que a origem não define o destino, fazendo com que Rey rejeite a herança Sith e escolha seu próprio caminho ao lado da Resistência. Kylo Ren também ganha uma virada importante. Após o reencontro simbólico com Han Solo e o impacto das escolhas de Leia, ele abandona a identidade de Kylo Ren e volta a agir como Ben Solo. Sua redenção culmina na ajuda direta a Rey durante o confronto final contra Palpatine. No entanto, Ben morre logo depois de salvar Rey, o que torna seu arco emocionalmente forte, mas também controverso pela rapidez com que o filme conduz sua transformação final. O confronto em Exegol reúne a Resistência contra a frota ligada aos Sith, enquanto Rey enfrenta Palpatine em uma batalha que carrega o peso de todos os Jedi anteriores. Ao derrotar o Imperador, Rey encerra a ameaça Sith e sobrevive graças ao sacrifício de Ben. No final, ela vai a Tatooine, enterra os sabres de Luke e Leia e assume o nome Rey Skywalker. A cena reforça a ideia de legado escolhido, mas também divide opiniões por encerrar a saga com uma solução mais simbólica do que surpreendente.

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