John Wick 4: Baba Yaga Globoplay

Filme • 2023

John Wick 4: Baba Yaga: review completo do filme de ação

Sim, vale muito a pena para quem gosta de ação intensa, lutas coreografadas e cinema visualmente estilizado. John Wick 4: Baba Yaga é longo, mas entrega uma experiência grandiosa e muito bem conduzida. Funciona melhor para quem já acompanha a franquia, pois fecha vários elementos importantes da jornada do personagem.

GêneroAção
PlataformasApple TV+, Globoplay, Prime Video, Telecine
Duração2h49min
Classificação16 anos

Review John Wick 4: Baba Yaga sem Spoiler

John Wick 4: Baba Yaga é um filme de ação que entende muito bem o peso da própria franquia. Depois de três capítulos construindo a reputação quase lendária de John Wick, o quarto filme amplia tudo: a escala dos confrontos, a mitologia da Alta Cúpula, os cenários internacionais, a duração e, principalmente, a ambição visual. É uma produção que não tenta disfarçar seu exagero. Pelo contrário, abraça esse estilo e transforma cada sequência de combate em um espetáculo coreografado.

A trama acompanha John Wick em uma nova fase de sua luta contra a Alta Cúpula, agora com consequências ainda maiores e adversários mais influentes. O roteiro não é complexo no sentido tradicional, mas funciona muito bem dentro da proposta da franquia. A história existe para conduzir o personagem por um caminho de sobrevivência, honra, vingança e libertação, sempre respeitando as regras desse submundo cheio de códigos, alianças e punições. Para quem já assistiu aos filmes anteriores, John Wick 4: Baba Yaga tem um peso maior, porque parece carregar a exaustão de toda a jornada do protagonista.

O grande destaque está na ação. As lutas são longas, criativas e muito bem filmadas. A câmera permite enxergar a movimentação dos personagens, os golpes têm impacto e os cenários são usados de forma inteligente. Em vez de apostar em cortes confusos, o filme valoriza a coreografia e a fisicalidade dos atores. Isso faz com que cada confronto tenha personalidade própria, seja em ambientes fechados, ruas movimentadas, escadarias ou espaços iluminados por néon. O resultado é um filme de ação com identidade visual muito forte.

Keanu Reeves continua perfeito como John Wick. Sua atuação é contida, quase silenciosa, mas extremamente física. O personagem fala pouco, porém transmite cansaço, determinação e dor por meio da postura, dos olhares e da forma como enfrenta cada batalha. Donnie Yen também se destaca muito, trazendo elegância, carisma e humanidade para um personagem que poderia ser apenas mais um obstáculo no caminho do protagonista. O elenco de apoio fortalece o universo da franquia e ajuda a manter o interesse mesmo em um filme de quase três horas.

Como filme de ação disponível em plataformas como Apple TV, Globoplay e Prime Video no Brasil, John Wick 4: Baba Yaga é uma excelente escolha para quem quer uma experiência intensa, estilizada e tecnicamente muito caprichada. A fotografia, o som, a trilha e o desenho das cenas criam uma sensação constante de espetáculo. É aquele tipo de filme que funciona melhor quando visto com atenção, porque muitos detalhes visuais e coreográficos fazem parte da graça.

O principal ponto de atenção é a duração. John Wick 4: Baba Yaga tem quase três horas e pode cansar quem prefere filmes mais curtos ou narrativas mais objetivas. Além disso, não é o capítulo ideal para começar a franquia, já que boa parte do impacto vem da relação construída com John Wick e com as regras desse universo. Ainda assim, para fãs de ação, o filme é uma das experiências mais fortes do gênero nos últimos anos. É grandioso, violento, elegante e conduzido com uma segurança impressionante.

Pontos fortes

  • Cenas de ação extremamente bem coreografadas.
  • Fotografia marcante, com uso forte de luzes, cores e composição visual.
  • Keanu Reeves mantém presença física perfeita para o papel.
  • Donnie Yen é um dos melhores acréscimos da franquia.
  • O filme amplia bem a mitologia da Alta Cúpula.
  • As sequências de luta são criativas e visualmente claras.
  • O som e a trilha aumentam bastante a imersão.
  • O tom de encerramento dá mais peso à jornada de John Wick.

Pontos fracos

  • A duração pode cansar parte do público.
  • A história depende bastante dos filmes anteriores.
  • Algumas regras do universo podem parecer exageradas para quem não acompanha a franquia.
  • O desenvolvimento emocional é mais visual e físico do que verbal.
  • Não é o melhor ponto de entrada para novos espectadores.

Notas por critério

geral

9/10

visual

10/10

audio

9/10

enredo

8/10

Para quem é

John Wick 4: Baba Yaga é indicado para quem gosta de filmes de ação, artes marciais, tiroteios estilizados, perseguições, personagens implacáveis e histórias ambientadas em submundos criminosos cheios de regras próprias. Também é uma ótima escolha para quem já acompanha a franquia e quer ver a escalada mais grandiosa da jornada de John Wick.

Para quem não é

O filme não é indicado para quem evita violência gráfica, cenas longas de combate ou tramas muito focadas em ação. Também pode não funcionar tão bem para quem não assistiu aos capítulos anteriores, já que personagens, alianças e regras do universo têm mais impacto quando vistos em sequência.

Spoilers (abrir)

Com spoilers, John Wick 4: Baba Yaga funciona como uma jornada de encerramento para o protagonista. John busca uma forma definitiva de se libertar da Alta Cúpula, mas percebe que essa liberdade só pode ser conquistada dentro das próprias regras do sistema que o aprisionou. O duelo final contra o Marquês se torna o ponto central dessa resolução, transformando a violência da franquia em um ritual de honra, estratégia e sacrifício. A presença de Caine é essencial para dar mais força dramática ao filme. Ele não é apenas um adversário habilidoso, mas alguém que também está preso às exigências da Alta Cúpula. Sua motivação ligada à filha cria um paralelo interessante com John, pois ambos são homens violentos tentando proteger aquilo que ainda resta de humano em suas vidas. Isso torna o confronto entre eles mais emocional do que uma simples luta entre assassinos. O final é marcante porque John vence o duelo, elimina o Marquês e conquista sua liberdade, mas aparentemente morre em consequência dos ferimentos. A cena do túmulo, ao lado da lápide de sua esposa, reforça a ideia de que o descanso que ele buscava talvez nunca fosse uma vida comum, mas sim o fim da perseguição. Mesmo deixando margem para interpretações, o encerramento funciona muito bem como conclusão simbólica: John Wick finalmente para de correr.

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