Review de John Wick: Um Novo Dia para Matar
John Wick: Um Novo Dia para Matar vale muito a pena para quem gosta de ação estilizada, lutas coreografadas e ritmo intenso. O filme expande bem o universo dos assassinos e deixa a franquia mais ambiciosa. Não é a melhor escolha para quem procura uma história profunda ou pouca violência.
Review John Wick: Um Novo Dia para Matar sem Spoiler
John Wick: Um Novo Dia para Matar é uma continuação que entende muito bem o que tornou o primeiro filme tão marcante, mas também sabe ampliar a escala sem perder totalmente o foco no personagem. O longa mantém a ação como seu principal motor narrativo, apostando em coreografias precisas, tiroteios visualmente bem desenhados e uma direção que valoriza o impacto físico de cada confronto. Para quem procura um filme de ação direto, estiloso e com personalidade própria, esta sequência entrega uma experiência bastante forte.
A trama parte de uma nova obrigação ligada ao passado de John Wick, colocando o protagonista novamente dentro do submundo de assassinos profissionais. O roteiro não tenta transformar a história em algo excessivamente complexo, mas usa bem suas regras internas para expandir a mitologia da franquia. O universo do Continental, dos contratos, dos juramentos e das hierarquias criminosas ganha mais espaço, deixando claro que John não está apenas fugindo de inimigos isolados, mas preso a um sistema inteiro com códigos próprios.
Keanu Reeves continua sendo o centro absoluto do filme. Sua atuação é econômica, física e muito apoiada na presença corporal, o que combina perfeitamente com o personagem. John Wick fala pouco, mas cada movimento reforça cansaço, disciplina e ameaça. A direção de Chad Stahelski aproveita isso com cenas de combate longas, bem coreografadas e fáceis de acompanhar, evitando cortes confusos e entregando uma ação mais limpa do que a média dos filmes do gênero.
Visualmente, o filme é um dos grandes pontos altos. A fotografia com tons neon, ambientes sofisticados, clubes, galerias, ruas noturnas e espaços fechados cria uma identidade muito reconhecível. O filme de ação também se aproxima do suspense e do neo-noir, principalmente pela forma como constrói esse submundo elegante, violento e quase ritualístico. O som acompanha muito bem esse estilo, com tiros, impactos e trilha sonora usados para aumentar a tensão e o ritmo.
O ponto mais fraco está na simplicidade emocional da narrativa. O primeiro filme tinha uma motivação mais íntima e direta, enquanto este aposta mais na expansão do universo e nas consequências das regras desse mundo. Isso funciona para a franquia, mas pode deixar a história um pouco mais fria para quem espera uma conexão emocional mais forte.
No Brasil, John Wick: Um Novo Dia para Matar está disponível em plataformas como Netflix, Prime Video e Apple TV. Dentro do catálogo de ação, é uma ótima escolha para quem quer uma sequência mais grandiosa, violenta e estilizada, com cenas memoráveis e uma construção de mundo que prepara muito bem os próximos capítulos da franquia.
Pontos fortes
- Cenas de ação muito bem coreografadas e fáceis de acompanhar.
- Visual estilizado, com fotografia marcante e atmosfera neo-noir.
- Keanu Reeves mantém presença forte e convincente como John Wick.
- Expansão interessante do universo dos assassinos e do Continental.
- Ritmo ágil, com poucas pausas e boa progressão de tensão.
- Trilha e design de som reforçam muito bem os confrontos.
Pontos fracos
- História menos emocional do que a do primeiro filme.
- Alguns personagens secundários poderiam ter mais desenvolvimento.
- A violência constante pode cansar quem não gosta de ação intensa.
- O roteiro prioriza estilo e expansão de universo acima de profundidade dramática.
Notas por critério
geral
9/10visual
9/10audio
9/10enredo
7/10Para quem é
John Wick: Um Novo Dia para Matar é indicado para quem gosta de filmes de ação com lutas corpo a corpo, tiroteios coreografados, estética sombria e ritmo acelerado. Também funciona muito bem para fãs de franquias com mitologia própria, regras internas e personagens que vivem em um submundo criminoso estilizado.
Para quem não é
Não é o filme ideal para quem prefere dramas mais realistas, histórias leves ou narrativas com pouca violência. Também pode não agradar quem busca diálogos longos, desenvolvimento emocional profundo ou uma trama mais complexa do que as cenas de ação.
Spoilers (abrir)
Com spoilers, John Wick: Um Novo Dia para Matar funciona como o filme que transforma a vingança pessoal do primeiro longa em uma guerra contra o próprio sistema. Santino D’Antonio obriga John a cumprir um juramento de sangue, levando o personagem a assassinar Gianna em Roma. Depois disso, Santino trai John e coloca uma recompensa por sua cabeça, fazendo com que vários assassinos passem a persegui-lo. O grande impacto do final está na decisão de John de matar Santino dentro do Continental, quebrando uma das regras mais importantes daquele universo. Essa atitude faz com que Winston declare John “excomungado”, removendo sua proteção e abrindo caminho para que praticamente todos os assassinos de Nova York tentem matá-lo. O final é excelente porque não encerra apenas uma missão: ele muda o status do personagem dentro da franquia e deixa John completamente isolado.